"O PRINCÍPIO RESPONSABILIDADE", Hans Jonas.
O autor nasceu na Alemanha em 1903. De origem judica, deixou seu país em 1934, logo depois da ascensão do nazismo. Viveu na Inglaterra e nos Estados Unidos, faleceu em 1993.
O livro trata de um tema bastante importante para a sociedade de hoje, a busca de uma ética para a civilização tecnológica. O autor aborda questôes filosóficas entre o ser e o dever, causa e finalidade e natureza e valor.
Antigamente, a idéia de dever partia da presença do homem no mundo. Hoje, a pópria presença humana é o objeto de dever, o dever de conservar o mundo e preservar as condições dessa presença. O livro aborda, de maneira maravilhosa, a relação do homem consciente com o dever e com a responsabilidade pela sobrevivência.
sexta-feira, 19 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
Créditos de carbono como um mercado lucrativo
DATA: Sexta, 5 de fevereiro de 2010, 16h20
Hackers roubam milhões em créditos de carbono na Europa
Roubo de números de cartões de crédito são coisa do passado. Autoridades da Europa, Nova Zelândia e Japão descobriram uma nova modalidade de crime cometido por hackers: roubo de créditos de carbono.
» Sistema de crédito de carbono da UE sofre ataque cibernético
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Ao longo desta semana empresas descobriram que os ataques conseguiram acesso não autorizado a contas online em que são mantidos os certificados de créditos de carbono.
Estima-se, segundo a BBC, que hackers roubaram cerca de 250 mil créditos de carbono de seis empresas - avaliados em um total de US$ 4 milhões. Outras duas mil empresas alemãs foram alvo do mesmo grupo e teriam sido roubadas em mais US$ 2,1 milhões. Os créditos foram imediatamente revendidos por um valor desconhecido. Os compradores, que pensavam se tratar de uma transação legal, não foram revelados.
Os hackers enviaram e-mails a empregados das companhias em nome da Autoridade Alemã de Transações de Emissões, onde os créditos são registrados, afirmando que precisavam recadastrar novamente suas contas. O e-mail tinham um link para uma página falsa, na qual os funcionários, entrando com suas senhas, permitiram que os hackers, acessando a verdadeira página, transferissem os créditos para outra conta.
As leis ambientais fixam limites para os gases que as empresas podem emitir. Ultrapassando estes limites, é necessária a compra de créditos de carbono para que continuem produzindo. Na Europa, foram negociados em 2009 cerca de 8 milhões de toneladas de CO2 - em um total de US$130 bilhões.
Diante da fraude, a Autoridade Alemã de Transações de Emissões suspendeu o acesso a seu banco de dados por uma semana enquanto ocorre a investigação.
FONTE: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI4248703-EI4802,00.html
Hackers roubam milhões em créditos de carbono na Europa
Roubo de números de cartões de crédito são coisa do passado. Autoridades da Europa, Nova Zelândia e Japão descobriram uma nova modalidade de crime cometido por hackers: roubo de créditos de carbono.
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Ao longo desta semana empresas descobriram que os ataques conseguiram acesso não autorizado a contas online em que são mantidos os certificados de créditos de carbono.
Estima-se, segundo a BBC, que hackers roubaram cerca de 250 mil créditos de carbono de seis empresas - avaliados em um total de US$ 4 milhões. Outras duas mil empresas alemãs foram alvo do mesmo grupo e teriam sido roubadas em mais US$ 2,1 milhões. Os créditos foram imediatamente revendidos por um valor desconhecido. Os compradores, que pensavam se tratar de uma transação legal, não foram revelados.
Os hackers enviaram e-mails a empregados das companhias em nome da Autoridade Alemã de Transações de Emissões, onde os créditos são registrados, afirmando que precisavam recadastrar novamente suas contas. O e-mail tinham um link para uma página falsa, na qual os funcionários, entrando com suas senhas, permitiram que os hackers, acessando a verdadeira página, transferissem os créditos para outra conta.
As leis ambientais fixam limites para os gases que as empresas podem emitir. Ultrapassando estes limites, é necessária a compra de créditos de carbono para que continuem produzindo. Na Europa, foram negociados em 2009 cerca de 8 milhões de toneladas de CO2 - em um total de US$130 bilhões.
Diante da fraude, a Autoridade Alemã de Transações de Emissões suspendeu o acesso a seu banco de dados por uma semana enquanto ocorre a investigação.
FONTE: http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI4248703-EI4802,00.html
Créditos de carbono
Os créditos de carbono foram criados em 1997 com a aprovação do Protocolo de Kyoto. Na ocasião, foram estabelecidas metas de redução das emissões dos gases do efeito estufa aos países em desenvolvimento, os que não atingissem a meta poderiam compensar comprando os créditos de carbono. O objetivo era incentivar a preservação ao meio ambiente.
Na realidade, a finalidade dos créditos de carbono acabou por ser desviada. Eles não são considerados uma forma de preservação da natureza, mas um mercado econômico em expansão.
Será essa a solução? Ou apenas uma maneira de se poluir mais?
Sim, a idéia de crédito de carbono incentiva os países que os vendem a preservar o meio ambiente, porém, por outro lado, também incentiva aqueles que poluem a poluirem mais. Há uma noção de neutralização da poluição, mas não há uma efetiva diminuição.
Hoje existe a necessidade de conscientização socioambiental. O meio ambiente começa a mostrar as horríveis consequências da poluição e está na hora de assumirmos o nosso papel na preservação ambiental.
Na realidade, a finalidade dos créditos de carbono acabou por ser desviada. Eles não são considerados uma forma de preservação da natureza, mas um mercado econômico em expansão.
Será essa a solução? Ou apenas uma maneira de se poluir mais?
Sim, a idéia de crédito de carbono incentiva os países que os vendem a preservar o meio ambiente, porém, por outro lado, também incentiva aqueles que poluem a poluirem mais. Há uma noção de neutralização da poluição, mas não há uma efetiva diminuição.
Hoje existe a necessidade de conscientização socioambiental. O meio ambiente começa a mostrar as horríveis consequências da poluição e está na hora de assumirmos o nosso papel na preservação ambiental.
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