Países em desenvolvimento poderiam receber fundos para reduzir emissões de gases do aquecimento global protegendo seus ecossistemas marinhos, propôs Achim Steiner, chefe do Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente), durante conferência em Bali, Indonésia.
"Florestas" de algas, manguezais e pântanos costeiros estocam naturalmente grandes quantidades de carbono, que acaba sendo liberado na forma de gases-estufa quando esses ambientes são destruídos.
Para Steiner, uma combinação de investimentos públicos e privados poderia ser usada para mudar isso.
"Se eu creio que um dia veremos um mercado para estocagem de carbono com base nos oceanos? Eu diria que, a esta altura, por que não?", declarou ele.
Segundo o chefe do Pnuma, a ideia poderia se inspirar nos planos para recompensar os países pobres pela manutenção de florestas que estocam carbono.
Tanto no caso das matas quanto no de ambientes marinhos, países desenvolvidos poderiam trocar verbas de conservação pelo direito de emitir cotas de gases do efeito-estufa.
FOLHA ON LINE (26.02.20210) - http://www1.folha.uol.com.br/folha/ambiente/ult10007u699433.shtml
sábado, 27 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
DECLARAÇÃO DE ESTOCOLMO SOBRE O AMBIENTE HUMANO (05-16 DE JUNHO DE 1972)
PRINCÍPIO 1
"O homem tem o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao desfrute de condições de vida adequadas em um meio ambiente de qualidade tal que lhe permita levar uma vida digna e gozar de bem-estar, tendo a solene obrigação de proteger e melhorar o meio ambiente para as gerações presentes e futuras. A este respeito, as políticas que promovem ou perpetuam o apartheid, a segregação racial, a discriminação, a opressão colonial e outras formas de opressão e de dominação estrangeira são condenadas e devem ser eliminadas."
A noção de desenvolvimento sustentável surge da crescente conscientização mundial de que os recursos naturais são limitados e de que a degradação ambiental prejudica todo o planeta, pois extravasa os limites territoriais de um único país, alcançando dimensões internacionais.
O conceito de desenvolvimento sustentável traz ao homem atual a responsabilidade de satisfazer suas necessidades de maneira a não sacrificar a habilidade de a geração futura satisfazer suas próprias.
Segundo o filósofo Hans Jonas, “a união do poder com a razão traz consigo a responsabilidade” e “o poder e o perigo revelam um dever...”. Hoje existe um movimento de ampliação das responsabilidades humanas, inclusive sobre o meio ambiente. Antes o homem encarava a responsabilidade apenas de maneira intersubjetiva, agora surge a responsabilidade sobre a biosfera e a sobrevivência da humanidade. O homem possui um dever para com o conjunto, devendo tratar o mundo animal e vegetal de maneira solidária.
Assim, nasce uma ética da preservação e da proteção, diferente da ética do progresso incontido. O começo da Moral aparece quando a liberdade é exercida pela ótica do poder negativo, ou seja, o “não devo” vem antes do poder positivo.
O reconhecimento da importância da proteção à natureza faz transparecer a vontade de se lutar pela perpetuação da humanidade.
PRINCÍPIO 1
"O homem tem o direito fundamental à liberdade, à igualdade e ao desfrute de condições de vida adequadas em um meio ambiente de qualidade tal que lhe permita levar uma vida digna e gozar de bem-estar, tendo a solene obrigação de proteger e melhorar o meio ambiente para as gerações presentes e futuras. A este respeito, as políticas que promovem ou perpetuam o apartheid, a segregação racial, a discriminação, a opressão colonial e outras formas de opressão e de dominação estrangeira são condenadas e devem ser eliminadas."
A noção de desenvolvimento sustentável surge da crescente conscientização mundial de que os recursos naturais são limitados e de que a degradação ambiental prejudica todo o planeta, pois extravasa os limites territoriais de um único país, alcançando dimensões internacionais.
O conceito de desenvolvimento sustentável traz ao homem atual a responsabilidade de satisfazer suas necessidades de maneira a não sacrificar a habilidade de a geração futura satisfazer suas próprias.
Segundo o filósofo Hans Jonas, “a união do poder com a razão traz consigo a responsabilidade” e “o poder e o perigo revelam um dever...”. Hoje existe um movimento de ampliação das responsabilidades humanas, inclusive sobre o meio ambiente. Antes o homem encarava a responsabilidade apenas de maneira intersubjetiva, agora surge a responsabilidade sobre a biosfera e a sobrevivência da humanidade. O homem possui um dever para com o conjunto, devendo tratar o mundo animal e vegetal de maneira solidária.
Assim, nasce uma ética da preservação e da proteção, diferente da ética do progresso incontido. O começo da Moral aparece quando a liberdade é exercida pela ótica do poder negativo, ou seja, o “não devo” vem antes do poder positivo.
O reconhecimento da importância da proteção à natureza faz transparecer a vontade de se lutar pela perpetuação da humanidade.
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